
O cancelamento do show da dupla Jorge & Mateus no Réveillon 2027 de Fortaleza provocou uma reação do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que acusou o prefeito da capital cearense, Evandro Leitão (PT), de ceder à pressão política. A decisão foi anunciada nessa terça-feira (3), após a repercussão do apoio do cantor Jorge à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).
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Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quarta (4), Nikolas criticou a decisão e afirmou que o cancelamento representa intolerância contra artistas que manifestam opiniões políticas diferentes das dos gestores.
“Piora aí muito a situação do prefeito do Ceará, que simplesmente cancela o show do Jorge e Mateus por conta de pressão política, por eles, obviamente, terem declarado o voto na direita”, afirmou o parlamentar mineiro, que apoia, por outro lado, que consumidores boicotem empresas por diferenças políticas.
O que aconteceu
Em pronunciamento, o prefeito Evandro afirmou que a contratação dos artistas havia sido negociada meses antes e que os cachês seriam pagos integralmente por patrocinadores, sem recursos da prefeitura. Apesar disso, segundo o prefeito, a polêmica em torno da dupla acabou desviando a atenção do objetivo da festa.
“Diante das questões posteriores que geraram polêmica, tirando o foco do nosso real objetivo, que é fazer uma das maiores e mais animadas festas populares do país, foi acordado o cancelamento do contrato de participação da dupla na celebração deste ano, de forma absolutamente legal”, declarou.
Em sua manifestação, Nikolas também comparou a situação a uma eventual decisão de uma prefeitura comandada pela direita de retirar artistas identificados com a esquerda de uma programação pública.
“Já imaginou se a prefeitura, por exemplo, de Salvador, decidisse cancelar os artistas de esquerda? Seria um escândalo, teria que tomar as manchetes e falar em censura e perseguição. Mas, como é do outro lado, aí está tudo bem”, criticou o mineiro.
Nikolas ainda retomou a discussão sobre boicotes a empresas e estabelecimentos comerciais em razão de posicionamentos políticos. Ele defendeu que consumidores tenham liberdade para escolher de quem comprar e quais serviços contratar.
“Se você não quiser mais consumir a Netflix porque ela apoia e despeja dinheiro, é opção sua. Se você não quiser mais ir a um restaurante porque aquele dono do restaurante, por exemplo, apoia o aborto, é escolha sua”, declarou.
Na avaliação do deputado, há contradição entre o discurso de tolerância e as reações contra pessoas que expressam opiniões divergentes. “As pessoas que mais arrotam virtudes, que ficam falando que a gente tem que ser tolerante, são as mais intolerantes”, afirmou.
Com informações de Metrópoles