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Doença, que afeta o fígado, continua sendo um importante problema de saúde pública, mas pode ser prevenida com medidas simples e eficazes

A OMS (Organização Mundial da Saúde) reconheceu recentemente, em seu Relatório Global de Hepatite 2026, que o Brasil está entre os países que vêm registrando avanços importantes no combate às hepatites virais. Apesar da evolução, especialistas alertam que o diagnóstico precoce e a ampliação das ações de prevenção seguem entre os principais desafios para o controle da doença.

A conscientização sobre o tema ganha destaque no Julho Amarelo, campanha que reforça a importância das ações de vigilância, prevenção e controle da doença.  O Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais é celebrado em 28 de julho.

“A OMS estima que as hepatites virais sejam responsáveis por cerca de 1,3 milhão de mortes por ano em todo o mundo, principalmente por cirrose e câncer de fígado associados às hepatites B e C. Apesar dos avanços em vacinação, diagnóstico e tratamento, muitas pessoas ainda desconhecem que estão infectadas, o que dificulta a identificação precoce dos casos e a interrupção da cadeia de transmissão”, explica a gastroenterologista e hepatologista Renata Zatta, da Hapvida.

“No Brasil, houve ampliação do acesso aos testes diagnósticos, melhora da cobertura vacinal e incorporação de tratamentos altamente eficazes, especialmente para hepatite C. Ainda assim, o país enfrenta desafios importantes relacionados ao diagnóstico precoce, à ampliação da vacinação e ao acompanhamento dos pacientes já diagnosticados”, continua.

Silenciosa e subestimada  

Um dos maiores desafios no combate às hepatites é justamente o fato de que a doença raramente dá sinais claros. A maioria das pessoas infectadas não apresenta sintomas ou tem apenas manifestações como cansaço excessivo, mal-estar, náuseas, perda de apetite e desconforto abdominal.  

A icterícia, caracterizada pela coloração amarelada da pele e dos olhos, pode surgir em casos agudos. Nas formas crônicas, porém, a doença pode permanecer assintomática por anos, enquanto o fígado sofre danos progressivos.

“O grande desafio ainda é identificar precocemente, porque muitas vezes a doença evolui de forma silenciosa. Quanto mais cedo ocorre o diagnóstico, maiores as chances de evitar complicações graves como cirrose, câncer de fígado e necessidade de transplante hepático”, finaliza Zatta.

Entenda os tipos de hepatite  

A hepatite engloba um grupo de doenças causadas por diferentes vírus. Existem cinco tipos principais: A, B, C, D e E. Todos têm em comum o fato de afetarem o fígado, mas variam bastante em relação à forma de transmissão, gravidade e possibilidade de a doença se tornar crônica.

As hepatites A e E são transmitidas principalmente por água e alimentos contaminados e, em geral, causam doença aguda sem evoluir para a forma crônica.  

As hepatites B, C e D têm transmissão predominantemente sanguínea e sexual, e são as que mais preocupam do ponto de vista de saúde pública, porque podem se instalar silenciosamente e evoluir para cirrose e câncer de fígado ao longo de anos.  

Dicas de prevenção

– Vacinação contra as hepatites A e B, disponível pelo SUS;

– Usar preservativos nas relações sexuais;

– Evitar o compartilhamento de objetos que possam ter contato com sangue;

– Procedimentos estéticos, como tatuagens, piercings e manicure, devem ser realizados com materiais descartáveis ou adequadamente esterilizados;

– Medidas de higiene e saneamento são fundamentais para prevenir as hepatites A e E.

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