
José Alves Teixeira Sobrinho, preso pela morte da menina Pétala Yonah Silva Nunes, de 7 anos, confessou em depoimento à polícia que o crime teve como alvo emocional a mãe da criança, ex-companheira dele. O caso é tratado pelas autoridades como exemplo de vicaricídio, quando o agressor atinge filhos ou pessoas próximas para provocar sofrimento à mulher.
No interrogatório, José Alves relatou que se revoltou após ouvir uma conversa sobre o pai biológico da menina ainda manter sentimentos pela mãe da criança e uma possível reaproximação entre os dois.
Segundo o depoimento, Pétala entrou sozinha na casa dele na tarde de domingo (19), no bairro Planalto, Zona Oeste de Natal, e passou a mexer no celular. Em seguida, ele afirmou que decidiu agir para causar sofrimento à ex-companheira.
“O susto”, segundo o próprio investigado, seria direcionado à mãe da menina. Ele disse que pretendia provocar um desaparecimento para causar desespero e tristeza à mulher.
Na confissão, José Alves contou que amarrou a criança com um fio de carregador dentro da residência e colocou uma sacola presa à boca da vítima. Depois, cavou uma cova rasa no quintal do imóvel.
Questionado pelos investigadores, ele admitiu que colocou Pétala no local ainda viva, cobriu parcialmente com terra e posicionou uma tábua sobre a área. Em seguida, afirmou que pretendia retirar a criança depois e abandoná-la em outro ponto da cidade para que fosse encontrada com vida.
No entanto, segundo o suspeito, ao retornar percebeu que a menina já estava morta e abandonou o plano inicial.
A Polícia Civil investiga o caso e aguarda laudos periciais para confirmar oficialmente a causa da morte. José Alves Teixeira teve a prisão preventiva decretada pela Justiça após audiência de custódia realizada nesta terça-feira (21).
O vicaricídio passou a constar como crime específico na legislação brasileira neste mês de abril, com pena prevista de 20 a 40 anos de reclusão.
Fonte: 98 FM Natal