O Ministério do Planejamento e Orçamento elevou a projeção de déficit primário do governo federal para 2026 de R$ 52 bilhões para R$ 80,9 bilhões, representando uma piora de R$ 28,9 bilhões nas contas públicas. A revisão, anunciada nesta quinta-feira (24/9), ocorre paralelamente à inclusão do reajuste do Bolsa Família no Orçamento, que terá um custo estimado de R$ 5,8 bilhões.

Os dados foram apresentados no Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do Quarto Bimestre de 2026. Diante do aumento na projeção do rombo, o governo federal anunciou um contingenciamento de R$ 13,6 bilhões e um bloqueio de R$ 2,4 bilhões para tentar conter os gastos. O reajuste de 15% nos benefícios do Bolsa Família foi anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última quinta-feira (27/9) e começará a vigorar em outubro de 2026.

Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, o reajuste do programa social foi acomodado no Orçamento de 2026 graças a uma redução na projeção de gastos com a Previdência. Para cumprir a meta do Arcabouço Fiscal em 2026, o governo precisa de um superávit de R$ 34,3 bilhões, mas a legislação permite uma tolerância que varia de zero a R$ 68,6 bilhões, considerando deduções legais de R$ 67,3 bilhões.

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