| A Associação Brasileira de Centros de Diálise e Transplante (ABCDT), a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), a Federação Nacional de Associações de Pacientes Renais e Transplantados (FENAPAR) e a Associação Mineira dos Centros de Nefrologia (AMICEN) encaminharam ofícios à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e ao Ministério da Saúde (MS) solicitando providências urgentes para evitar o desabastecimento de concentrado polieletrolítico para hemodiálise (CPHD), insumo essencial para o tratamento de pacientes renais crônicos. Segundo as entidades, lotes produzidos pela Farmarin Indústria e Comércio Ltda., fabricante nacional do produto, permanecem retidos pela Anvisa devido a uma alteração no teor de magnésio decorrente da mudança de fornecedor de matéria-prima. A empresa apresentou parecer técnico de um nefrologista atestando que a alteração não compromete a eficácia nem a segurança do tratamento e aguardava uma decisão da Agência até 8 de julho. No entanto, até o dia 9 de julho, os lotes continuavam sem liberação. As entidades alertam que clínicas de diálise, especialmente nos estados do Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro, já operam com estoques críticos. Caso o impasse não seja resolvido rapidamente, há risco de interrupção do tratamento de milhares de pacientes renais crônicos, com potencial agravamento dos quadros clínicos, aumento da demanda nos serviços de emergência e risco de mortes. Nos documentos enviados, ABCDT, SBN, FENAPAR e AMICEN solicitam que a Anvisa priorize a análise do processo e adote as medidas regulatórias necessárias para evitar o desabastecimento nacional, preservando a segurança, a qualidade e a eficácia dos produtos. As entidades ainda pediram a intervenção do Ministério da Saúde para contribuir com a solução do impasse regulatório. |