Documento direcionado a veículos e comunicadores aponta cuidados e proibições a serem respeitados durante o período eleitoral

No auditório do MPRN, o procurador regional eleitoral Fernando Rocha fala ao microfone, de terno, sentado diante de uma mesa com notebook, tablet, papéis e outros equipamentos. À esquerda, sete pessoas acompanham a apresentação, sentadas atrás de uma bancada. Ao fundo, outro homem registra o momento com um celular próximo a um púlpito. O ambiente possui cortinas claras, uma televisão desligada e bandeiras institucionais.

O Ministério Público Eleitoral expediu uma recomendação voltada a blogueiros, influenciadores digitais, emissoras de rádio, de TV, redes sociais, partidos políticos e candidatos do Rio Grande do Norte e que busca assegurar a igualdade na disputa e a transparência nas eleições de 2026.

O documento traz um conjunto de orientações sobre as condutas a serem adotadas por veículos e profissionais da mídia potiguar, tratando dos limites da cobertura jornalística, do uso da inteligência artificial e da propaganda na internet.

Com caráter preventivo, a recomendação lista as principais irregularidades que os comunicadores podem cometer e tenta assegurar que todos respeitem as regras judiciais, antes que ocorram possíveis infrações, dentre as quais se destacam o uso indevido de IAs (as inteligências artificiais) e a utilização das chamadas deepfakes (manipulação e criação de conteúdo falso de vídeo, imagem e áudio semelhantes ao original).

Workshop – O documento foi assinado pelo procurador regional eleitoral Fernando Rocha e apresentado em um workshop sobre legislação eleitoral voltado para jornalistas, radialistas, editores, assessores de imprensa e diretores de veículos de comunicação, realizado nesta quarta-feira (5), na Procuradoria-Geral de Justiça, e que contou com a participação de diversos profissionais da mídia.

“Essa recomendação nasceu das dúvidas de vários profissionais que nos procuravam para saber os limites da liberdade de imprensa, durante as eleições. Se eu pudesse resumir, a principal conduta vedada à imprensa é favorecer ou prejudicar demasiadamente algum dos candidatos”, aponta o representante do MP Eleitoral.

O Ministério Público reforça que não só jornalistas e veículos tradicionais, mas também os blogueiros e influenciadores digitais devem estar atentos às regras e alerta que a Seção de Análise de Contas Eleitorais e Partidárias do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RN) foi orientada a repassar ao MP quaisquer indícios de pagamentos suspeitos ou não declarados a comunicadores.

O descumprimento das normas pode resultar na abertura de investigações e na adoção de medidas judiciais e extrajudiciais.

Confira os principais pontos da recomendação:

Atenção reforçada: nas 48 horas anteriores e 24 horas posteriores ao dia da eleição, nenhuma propaganda eleitoral paga ou impulsionada pode circular.

Acesse a cartilha Por Dentro das Eleições 2026, voltada para jornalistas que vão cobrir a disputa eleitoral deste ano: https://biblioteca.mpf.mp.br/server/api/core/bitstreams/6dd999d6-5360-415b-a4cb-6cbe7ef99f72/content

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