Integração, segurança, escalabilidade e capacidade de manutenção estão entre os fatores que devem entrar na escolha entre criar internamente, contratar ou combinar as duas estratégias

Desenvolver uma solução internamente, contratar uma plataforma disponível no mercado ou combinar os dois caminhos? Muitas empresas têm se deparado com essa decisão à medida que ampliam o uso de inteligência artificial (IA). Embora custo e velocidade de implantação estejam entre os primeiros fatores considerados, a escolha envolve também integração com sistemas existentes, segurança, governança, escalabilidade e capacidade de manter a tecnologia ao longo do tempo.
 

Para Eliézer Mota, CEO da Genux Consult, o ponto de partida deve vir antes da escolha da ferramenta. A empresa precisa entender qual problema pretende resolver, quais processos e dados estarão envolvidos e o quanto aquela aplicação é estratégica para o negócio. “Começar pela ferramenta pode levar a empresa a escolher rapidamente uma tecnologia que depois exige integrações complexas ou não consegue acompanhar a operação”, afirma.
 

A predominância das soluções prontas já aparece no mercado brasileiro. Segundo a TIC Empresas 2025, do Cetic.br|NIC.br, 80% das empresas que utilizam IA adquiriram softwares ou sistemas prontos para uso. Ao mesmo tempo, 54% contrataram fornecedores externos para desenvolver ou modificar soluções, enquanto 26% utilizam sistemas desenvolvidos pelos próprios funcionários. Como as modalidades não são excludentes, uma mesma empresa pode combinar diferentes estratégias.
 

Qual é a necessidade da empresa?
 

Quando a demanda é comum e já existe uma oferta madura de soluções no mercado, contratar uma plataforma pronta pode reduzir o tempo de implantação e evitar que a organização assuma internamente toda a responsabilidade pelo desenvolvimento e pela evolução da tecnologia.
 

Isso não significa olhar apenas para o valor da licença. É necessário considerar integrações, segurança, tratamento dos dados, customizações e aderência aos processos existentes. Uma ferramenta simples de contratar pode demandar um esforço relevante para funcionar adequadamente dentro da estrutura tecnológica da empresa.
 

O cenário muda quando a aplicação está relacionada a um processo muito específico, depende de regras particulares do negócio ou representa uma capacidade estratégica. Nesses casos, maior controle sobre arquitetura, dados e evolução da solução pode favorecer um desenvolvimento próprio ou mais customizado.
 

A capacidade interna também precisa entrar nessa conta. Desenvolver não significa apenas colocar uma solução em funcionamento. É necessário prever manutenção, atualizações, monitoramento, segurança e profissionais capazes de sustentar a aplicação depois que o projeto deixa a fase inicial.
 

O modelo híbrido entra na equação
 

Entre contratar uma plataforma pronta e construir tudo do zero existe uma terceira possibilidade: utilizar tecnologias disponíveis para funções mais padronizadas e desenvolver ou customizar apenas os componentes ligados às particularidades do negócio.
 

Esse caminho permite aproveitar recursos já consolidados sem obrigar as equipes internas a desenvolver funcionalidades amplamente disponíveis no mercado. O esforço pode ser concentrado justamente nos pontos em que a personalização gera maior valor para a empresa.
 

Em projetos de IA, essa análise também precisa considerar a arquitetura existente, a integração entre sistemas, a qualidade e a governança dos dados e a capacidade da solução de operar com segurança e escala. Uma prova de conceito pode apresentar bons resultados em um ambiente controlado e, ainda assim, encontrar dificuldades quando precisa ser incorporada à operação real.
 

“Uma solução pode funcionar muito bem em um teste e ainda não estar pronta para o negócio. Quando ela entra na operação, surgem questões de escala, integração, segurança, custo e manutenção. É nessa etapa que uma decisão aparentemente simples entre comprar ou desenvolver começa a mostrar suas consequências”, explica Mota.
 

O especialista conclui que não existe uma resposta única para todas as empresas. A melhor escolha é aquela que resolve o problema de negócio sem criar uma complexidade desnecessária para o futuro.

Sobre Genux Consult

A Genux Consult é uma consultoria brasileira dedicada a apoiar companhias que querem ampliar sua atuação com mais eficiência, produtividade e assertividade nas decisões, por meio de inteligência artificial, arquitetura digital e soluções tecnológicas. Com uma atuação próxima e personalizada, desenvolve frentes alinhadas às necessidades de cada operação, estruturando processos, rotinas e fluxos de informação de forma mais integrada, segura e estratégica.

Com sete anos de atuação, a Genux já realizou mais de 600 projetos para centenas de clientes, acumulando mais de 480 mil horas técnicas em iniciativas que envolvem governança, analytics, automação, cloud, FinOps, DevOps e outsourcing especializado. Fundada por executivos com ampla experiência de mercado, a empresa se posiciona como parceira estratégica para negócios que querem crescer de forma sustentável com o uso inteligente da tecnologia.

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