
As fortes chuvas registradas em Natal e a formação de pontos de alagamento aumentam o risco de doenças associadas ao contato com água contaminada. Embora muitas pessoas não apresentem sintomas imediatamente, algumas infecções podem surgir dias ou até semanas após a exposição.
Segundo a clínica-geral da Hapvida, Tatiana Azevedo, a água das enchentes pode estar contaminada por esgoto, resíduos sólidos, lama e urina de animais, tornando-se um importante meio de transmissão de doenças como leptospirose, hepatite A, gastroenterites infecciosas, infecções de pele, entre outras.
“O contato com água de enchente nunca deve ser considerado seguro. Diversas doenças possuem período de incubação, o que significa que os sintomas podem aparecer apenas dias ou semanas após a exposição. Febre, dores musculares intensas, dor de cabeça, diarreia, vômitos, lesões ou manchas na pele, olhos avermelhados ou amarelados e diminuição da quantidade de urina são sinais de alerta que exigem avaliação médica, principalmente quando houve contato com água de alagamento”, explica a médica.
Após a exposição, a orientação é lavar imediatamente a pele com água corrente e sabão, higienizar cuidadosamente qualquer ferimento, trocar roupas e calçados contaminados, descartar alimentos que tenham entrado em contato com a água da enchente e consumir apenas água tratada ou fervida. A médica também destaca que a prevenção continua sendo a medida mais eficaz. Sempre que possível, deve-se evitar caminhar ou atravessar áreas alagadas.
“Caso surjam sintomas nos dias seguintes ao contato com água de enchente, é fundamental procurar atendimento médico o mais rápido possível. O diagnóstico precoce permite iniciar o tratamento adequado e reduz significativamente o risco de complicações, especialmente nos casos de leptospirose, que pode evoluir de forma grave quando não identificada precocemente”, conclui Tatiana.
Ciências atmosféricas