
Foto: Gustavo Moreno/STF
O ministro André Mendonça, do STF, abrirá procedimento oficial para apurar a troca do delegado da Polícia Federal responsável por conduzir as investigações sobre fraudes no INSS. O caso envolve citações a Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
O relator do inquérito no STF considerou insuficientes as justificativas da PF para a substituição. A mudança foi realizada sem que o ministro recebesse qualquer comunicado prévio sobre o ato.
Diante disso, Mendonça planeja aumentar o rigor no compartilhamento de dados nos próximos dias.
A intenção é aplicar a técnica de compartimentação de informações, limitando o acesso aos relatórios e blindando o andamento das diligências contra possíveis pressões políticas ou vazamentos.
Mudança de Setor
A direção da PF transferiu a condução do caso da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários para a Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores (Cinq). Com isso, o delegado Guilherme Figueiredo Silva acabou sendo afastado do comando dos trabalhos.
Em nota oficial, a PF alegou que a reestruturação visava assegurar maior eficiência, alegando que a nova divisão possui estrutura voltada para casos complexos no STF. Parlamentares da oposição ao governo federal criticaram a alteração e pedem a convocação do diretor-geral da corporação.