Cinthia Moreno – Fisioterapeuta Casa Durval Paiva – CREFITO 83476-F

A respiração é um processo fisiológico que permite a troca de gases entre o ar, nosso sangue e todas as células do nosso corpo. O oxigênio é fundamental para nossa sobrevivência e alguns órgãos, como coração e cérebro, precisam de quantidades adequadas para manter suas funções normais.

Algumas doenças ou disfunções podem comprometer a respiração. Crianças e adolescentes com câncer, mesmo que não tenham comprometimento pulmonar de forma direta, podem ter alterações nas capacidades pulmonares devido à pós operatório ou repouso prolongado. Alguns também enfrentam ansiedade, o que afeta a respiração, promovendo sensação de falta de ar. Mas a fisioterapia respiratória, através de exercícios, técnicas manuais e equipamentos podem favorecer a ventilação (entrada e saída de ar), evitar o acúmulo de secreção, melhorar a efetividade da tosse, além de melhorar a resistência à fadiga e o bem estar geral.

Incluir exercícios respiratórios na conduta terapêutica, desde o início da reabilitação, é fundamental para promover sensação de bem estar e melhora da função respiratória. Algumas técnicas simples podem ser facilmente realizadas mesmo por crianças pequenas. De forma lúdica elas são orientadas e supervisionadas enquanto realizam os exercícios.

Outro fator importante é promover medidas educativas para que o paciente perceba sinais e sintomas de ansiedade e saiba o que fazer para ter alívio dos sintomas. Medidas simples como buscar um ambiente arejado e realizar padrão respiratório, de forma tranquila e consciente, conforme orientado, já pode promover alívio imediato. Orientar os cuidadores também é importante, pois podem, mesmo em casa contribuir estimulando e supervisionando os exercícios. E se estiverem presentes durante uma crise de ansiedade, podem acolher e respirar junto com a criança ou adolescente, contribuindo efetivamente para melhora e sensação de conforto e segurança.

Odontologia para bebês oncológicos e hematológicos
Simone Norat Campos – Dentista Casa Durval Paiva – CRO/RN 1784

A odontologia para bebês é o atendimento odontológico realizado a partir do nascimento, dentro de uma filosofia e tratamento educativo e preventivo. Visa à importância dos cuidados com a higiene bucal do bebê na faixa etária de 0 a 3 anos.
O ideal é que a mãe vá ainda gestante ao dentista para realizar seu pré-natal odontológico, com o objetivo de tirar suas dúvidas sobre a higiene bucal do bebê, como também ser orientada sobre os cuidados com sua boca.

Vale ressaltar a importância da amamentação exclusiva até os seis primeiros meses de vida, pois irá auxiliar no desenvolvimento da musculatura facial, prevenção de alterações bucais, posicionamento dos dentes, favorecimento da respiração nasal, além do desenvolvimento físico e emocional. São muitas as vantagens da amamentação: nutrição, carinho, aconchego, relação mãe/filho, proteção imunológica, além dos exercícios funcionais da língua, bochechas e lábios.

Assim que nasça o primeiro dente de leite, a mãe deverá levar o bebê para fazer a primeira aplicação de flúor e ser orientada sobre as visitas regulares, hábitos nocivos como chupar o dedo, uso da mamadeira e chupetas.  

Iniciar precocemente a higienização faz com que o bebê aceite mais facilmente este hábito e o uso do fio dental após o nascimento dos primeiros dentes.  Apesar dos dentes decíduos (de leite) permanecerem por curto período de tempo na boca, estes são de grande importância para a função mastigatória, articulação, oclusão (encaixe dos dentes superiores com os inferiores), fonação, estética e, sobretudo, para a normal e correta evolução do sistema mastigatório, sendo considerados excelentes “mantenedores de espaço naturais”, pois podem evitar os problemas associados às migrações dentárias, perda de espaço e outros problemas que podem causar desequilíbrio na oclusão.

Apesar da odontologia para bebês já existir há mais de uma década, ainda vemos muitas crianças indo tardiamente ao dentista com cárie precoce, ou seja, em caráter de urgência, sentindo dor e tendo que anestesiar, com isso, deixa um registro negativo da visita ao dentista.

O consumo de açúcar deve ser feito após as refeições, como sobremesa, quando há o aumento do fluxo salivar e a criança pode escovar os dentes a seguir. Diferente do que é observado atualmente, em que a maioria das crianças consome alimentos açucarados entre as refeições, pois a frequência é um dos fatores mais importante na atividade cariogênica.

No serviço odontológico da Casa Durval Paiva atendemos uma demanda de bebês com câncer, principalmente a leucemia, câncer infantil mais comum, que requer um cuidado mais rigoroso com a cavidade oral devido os efeitos colaterais advindos da quimioterapia. Muitas vezes, chegam ainda sem dentes, sem terem passado por uma consulta odontológica anterior e, dentro de uma filosofia preventiva e educativa, realizam o primeiro atendimento no consultório da Durval.

Os acompanhantes são orientados sobre a importância dos cuidados com a higiene bucal do seu filho, da introdução do creme dental com flúor, ao nascer o primeiro dentinho, das visitas regulares ao dentista, da dieta não cariogênica, como também, reforçar que dentes saudáveis podem minimizar os efeitos colaterais da quimioterapia, como a mucosite.

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