Às vésperas do Dia das Crianças, uma notícia preocupa as famílias potiguares: a Unimed Natal encerrou, por decisão própria, a relação com o Incor para o atendimento de cardiopatias congênitas infantis no Hospital Rio Grande. O Incor é o único prestador do Estado com estrutura para tratar esse tipo de doença em crianças.
Mesmo após meses de negociação, a Unimed não aceitou os termos mínimos propostos e, segundo a própria operadora, os atendimentos a crianças cardiopatas no Hospital Rio Grande foram encerrados. A decisão, tomada às vésperas da data que simboliza a infância, afeta centenas de famílias que dependem de assistência especializada no Rio Grande do Norte.
A falta de habilidade da direção da operadora para conduzir o diálogo com o Incor levanta questionamentos sobre suas prioridades: para quem decide, essas crianças parecem ter virado números de balanço contábil, enquanto correm risco real e iminente de vida. Em vez de uma solução que preserve o atendimento, o impasse deixa as famílias apreensivas diante da interrupção de um serviço essencial.
Prova disso é a necessidade de recorrer à Justiça. No processo nº 0900255-25.2026.8.20.5001, que tramita em segredo de justiça, uma família desesperada relata o medo de que o filho não consiga o tratamento adequado pelo plano.
