O Ibovespa disparou nos primeiros negócios desta segunda-feira (5), superando a marca de 200 mil pontos, com o mercado avaliando o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais realizadas no domingo, que mostrou o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa do segundo turno. Com informações do R7.

Às 10h19, o índice de referência do mercado acionário brasileiro disparava 7,98%, a 207.437,45 pontos.

O contrato futuro do Ibovespa com vencimento mais curto, em 14 de outubro, tinha alta de 7,62%.

Dólar despenca

O dólar iniciou a manhã no Brasil com queda superior a 4% e novamente abaixo dos R$ 5, em uma reação direta ao resultado do primeiro turno da eleição presidencial.

Às 9h19, o dólar à vista despencava 4,65%, a R$ 4,9746 na venda.

O dólar futuro para novembro — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — tinha baixa de 4,78%, aos R$5,0020.

O dólar à vista havia encerrado a sessão de sexta-feira cotado a R$5,2173.

O que dizem os analistas

Enquanto os mercados brasileiros ainda estavam fechados, as negociações no exterior já indicavam um início forte para eles assim que abrissem. O ETF MSCI Brasil, listado na bolsa de Frankfurt, subia mais de 14%, enquanto as ações de empresas brasileiras listadas no exterior, incluindo o Itaú Unibanco e a Petrobras, se valorizavam.

“Esperamos uma forte alta dos ativos brasileiros”, afirmou Thierry Larose, gestor de carteiras da Vontobel.

Flávio Bolsonaro tem se apresentado aos investidores como uma versão “mais moderada” de seu pai, com uma agenda pró-mercado que inclui maior contenção dos gastos públicos, privatizações e redução de impostos.

“Resta saber se Flávio Bolsonaro acabaria se mostrando mais responsável em termos fiscais do que Lula seria em um quarto mandato presidencial. No entanto, é provável que os mercados lhe concedam o benefício da dúvida”, destacou Larose.

Os analistas também esperam que o real, que era negociado em torno 5,22 por dólar, se valorize. O Société Générale prevê que a moeda se valorizará para 5,10 até o final de 2026, com potencial para cair abaixo de 5,00 no primeiro semestre de 2027.

“O mercado quer mudança, quer reformas, não quer um déficit público elevado; com o atual governo, tudo isso vai continuar”, disse Pedro Galdi, analista de investimentos da plataforma AGF Investments, acrescentando que espera uma alta do mercado brasileiro, das ações e do real frente ao dólar.

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