
Entre as frutas mais consumidas no Brasil, conforme lista o Instituto Fome Zero (IFZ), consta a maçã. O consumo está associado à melhora da saúde do intestino, controle da pressão arterial, auxílio do emagrecimento e prevenção de doenças cardiovasculares. A ingestão também tende a beneficiar o cérebro, segundo detalha a nutricionista Adriana Loyola.
A especialista explica que comer uma maçã por dia é uma “estratégia poderosa” que favorece a saúde cerebral. De acordo com ela, consumir diariamente a fruta é uma forma de oferecer ao cérebro um combo de compostos bioativos que atuam diretamente na performance mental, no humor e até na forma em lidar com as emoções.
Adriana pontua que a maçã é rica em polifenóis, principalmente a quercetina. “Esse é um antioxidante potente que tem uma ação muito interessante: proteger os neurônios contra o estresse oxidativo”, afirma. Ela esclarece sobre esse composto, em outras palavras, contribuir com a redução do envelhecimento precoce do cérebro.
“Com isso, você melhora a memória, o foco e a clareza mental”, sustenta a nutricionista comportamental.
Conforme a especialista, há outro ponto muito importante quanto ao consumo da fruta: “Tem potencial de mudar completamente o jogo, no caso, o eixo intestino-cérebro”.
A fibra da maçã, especialmente a pectina, alimenta as bactérias boas do órgão do sistema digestório.
Adriana Loyola salienta sobre a ligação entre os dois órgãos: “Um intestino com bactérias equilibradas produz melhor neurotransmissores como serotonina e dopamina. Ou seja, aquilo que é consumido influencia diretamente o estado emocional, a motivação e até a relação com a comida.”
A profissional de nutrição frisa que “a saúde cerebral não se constrói com extremos, mas sim com microdecisões repetidas”. Ou seja: é dia após dia. “Talvez a pergunta não seja ‘a maçã funciona?’ E sim: você está disposto a usar o simples de forma inteligente ou vai continuar buscando soluções milagrosas para um cérebro que está pedindo constância?“, conclui.
Metrópoles