O secretário municipal de Meio Ambiente e Urbanismo de Natal, Thiago Mesquita, explicou que os alagamentos registrados na faixa de areia da engorda de Ponta Negra, após as chuvas da manhã desta sexta-feira (24), fazem parte da solução de drenagem adotada para evitar a erosão na praia. O secretário ainda afirmou que a formação dos espelhos d’água é normal em chuvas acima de 40mm.

Segundo o secretário, a drenagem da orla foi requalificada com a construção de 16 dissipadores de energia, que funcionam como reservatórios para desacelerar a água da chuva antes que ela chegue ao mar. Mesquita ainda afirmou que a formação dos espelhos d’água indicam, na verdade, a solução dos problemas de drenagem da engorda e não uma falha.

A Semurb também destacou que o projeto foi aprovado pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema), sem objeções quanto à formação dos espelhos d’água. De acordo com o secretário, os questionamentos do órgão ambiental estiveram relacionados a outros aspectos do licenciamento, e não à solução de drenagem adotada.

Mesquita explicou que, antes das intervenções, a praia enfrentava problemas estruturais. Em 2023, a água que chegava na praia de Ponta Negra vinha descendo desde o Estádio Maria Lamas Farache, conhecido como Frasqueirão, e chegava a areia em alta velocidade e com força, provocando voçorocas.

O secretário ainda afirmou que o declive da orla, que chega a quase 40 metros, exigia um sistema adequado de drenagem.

Esse cenário, aliado à dinâmica do mar, culminou em um agravamento da erosão, levando o município a decretar estado de emergência em setembro de 2024, após fortes precipitações.

Com o início da obra de engorda da praia em setembro de 2024, a drenagem foi totalmente reestruturada, com a instalação dos dissipadores. “Em casos de chuvas mais intensas, quando a capacidade dos reservatórios é atingida, o excedente é liberado de forma lenta e distribuída, formando os espelhos d’água temporários”, descreveu Mesquita.

Após a engorda e as obras de drenagem, o secretário afirmou que, ao invés da água chegar à praia desta forma, agora ela chega de maneira mais lenta e não causa mais voçorocas. 

A Semurb reconhece que a presença de lâminas d’água na areia pode gerar desconforto para a população, mas reforça que o fenômeno é temporário e previsto no projeto. A estimativa técnica é de que, em até 24 horas após o fim das chuvas, a água seja absorvida pelo solo.

Apesar de defender a eficácia do sistema atual, o secretário informou que a Prefeitura segue promovendo melhorias. Segundo Mesquita, há estudos conduzidos pela SEINFRA que avaliam alternativas para reduzir ainda mais o volume de água que chega aos reservatórios, como a criação de valas de infiltração adicionais.

Com informações de Tribuna do Norte

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