A live citada pelo ministro Benedito Gonçalves como “sequência de meios para difundir dúvidas sobre o sistema eleitoral” em julgamento de Jair Bolsonaro (PL), no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), também foi alvo de depoimento do ex-ministro da Justiça Anderson Torres.

A oitiva de Torres ocorreu dentro da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije), que pode deixar o ex-presidente inelegível.

Durante o processo de instrução, em que são ouvidas testemunhas e colhidas provas, Torres foi questionado sobre live realizada, em 2021, na qual foram vazados dados sigilosos sobre suposto ataque hacker ao TSE. O ex-ministro respondeu ao TSE que os peritos da Polícia Federal “jamais afirmaram ali haver fraude, ou qualquer coisa no sentido. Isso não é afirmação dos peritos e muito menos nossa ali. A gente fez foi ler os questionamentos e as considerações feitas por eles”, disse em depoimento sigiloso.

Torres disse ao TSE que apenas leu um resumo sobre o que sabia de documentos públicos da Polícia Federal e que nunca teve acesso a qualquer documentação sobre “ataque hacker”. “Os trechos que eu selecionei ali para poder falar são dos peritos da PF. Mas foi colocado por eles como aperfeiçoamento do sistema eleitoral”, completou Torres em seu depoimento.

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