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A Agência Nacional do Petróleo (ANP) declarou sobreaviso no abastecimento nacional e determinou o aumento da oferta de combustíveis no país, diante da alta do petróleo no mercado internacional. A medida foi adotada após o agravamento das tensões no Oriente Médio e o risco de impacto no abastecimento interno.
Segundo documento obtido pela CNN Brasil, a diretoria da agência classificou o momento como um “cenário excepcional” observado desde o fim de fevereiro de 2026. A ANP determinou ações emergenciais para garantir o suprimento de diesel e gasolina em todo o país.
Entre as medidas, a agência obrigou agentes do setor a reforçarem a oferta e aumentarem a transparência das informações. Também houve flexibilização de regras para facilitar a distribuição, com o objetivo de ampliar a chegada dos combustíveis aos pontos de consumo até o fim de abril.
Um dos principais alvos da decisão foi a Petrobras. Segundo a ANP, a estatal foi notificada a recompor imediatamente a oferta após o cancelamento de leilões de combustíveis em março. A empresa foi procurada e, até a última atualização, não havia se manifestado.
De acordo com a agência, distribuidoras, importadores e produtores também foram alertados para evitar falhas no abastecimento, sob risco de punições em casos de recusa de fornecimento ou prática de preços considerados abusivos. O caso pode ser encaminhado ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que já apura possíveis distorções no mercado.
No cenário político, o governo federal intensificou a pressão para conter a alta dos combustíveis. O presidente Lula (PT) pediu, segundo declarações públicas, a colaboração de governadores na redução do ICMS, mas enfrentou resistência do Comsefaz, que considera a medida ineficaz. Diante disso, o governo avalia medidas judiciais para tentar reduzir os preços.
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