A proposta prevê um formato inédito no país, inclusive em comparação com acordos firmados durante a Operação Lava Jato, ao envolver a atuação conjunta de órgãos como a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR).
Divergências entre órgãos dificultam avanço
A iniciativa enfrenta obstáculos devido à disputa histórica entre PF e Ministério Público sobre o protagonismo das investigações, tema que ainda é discutido no STF.
No caso Master, o cenário é considerado mais complexo em razão do alcance das relações de Vorcaro, que envolvem diferentes grupos políticos. Isso exige alinhamento entre a defesa, os órgãos de investigação e o ministro André Mendonça, o que ainda não ocorreu.
As conexões institucionais também são apontadas como um fator que dificulta o avanço das tratativas.
Plano inicial evita menções ao STF
Segundo informações já divulgadas pela CNN, o plano inicial de Vorcaro prevê delatar políticos e evitar citar ministros do STF, como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
A avaliação é que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, não aceitaria um acordo que atingisse a Corte.
Também há registro de distanciamento entre Mendonça e Gonet, ampliado após fase recente da operação, quando o ministro considerou “lamentável” a ausência de manifestação da PGR sobre a recondução de Vorcaro à prisão.
Defesa busca acordo considerado consistente
Apesar dos entraves, interlocutores apontam que a expectativa é pela apresentação de uma delação considerada “séria”, com foco em pessoas envolvidas em irregularidades relacionadas ao caso.
A negociação segue em andamento e ainda depende de consenso entre as partes envolvidas.
Fonte: Agora RN
Comentários