Após a divulgação de supostos diálogos de uma reunião sigilosa, o ministro Dias Toffoli negou ter feito qualquer gravação da sessão reservada do Supremo Tribunal Federal que discutiu sua permanência na relatoria do processo do Banco Master.
À coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, Toffoli classificou a suspeita como “absolutamente inverídica” e disse estar indignado com as insinuações. Segundo ele, não houve gravação de sua parte nem repasse de informações a terceiros. “Nunca gravei uma conversa na minha vida”, afirmou, ressaltando seu perfil discreto e distante da imprensa.
A reação ocorre após ministros do STF avaliarem, nos bastidores, que o conteúdo publicado indicaria a existência de gravação clandestina da reunião, realizada na quinta-feira (12), quando ficou decidido que Toffoli deixaria a relatoria do caso.
Os diálogos foram divulgados pelo site Poder 360 nesta sexta-feira (13) e reproduzem falas literais de ministros. Magistrados relataram perplexidade e desconforto, afirmando que os trechos publicados destacam apenas falas favoráveis a Toffoli e não refletem toda a complexidade da discussão interna.

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