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O custo da cesta básica em Natal registrou queda de 6,03% em um ano, chegando a R$ 595,86 em janeiro de 2026, dado que representa a maior redução anual entre as 17 capitais com série histórica completa. A capital potiguar registrou o terceiro menor valor do item entre as capitais nesse mês, com leve recuo de 0,22% em relação a dezembro de 2025, atrás apenas de São Luís (-0,57%) e Teresina (-0,51%).

A Análise Mensal da Cesta Básica de Alimentos indicou ainda que o custo da cesta aumentou em 24 capitais entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026. O levantamento, divulgado nesta segunda-feira (9), é da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Na capital do RN, 10 dos 12 alimentos da cesta básica monitorados tiveram redução entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026: arroz (-38,04%), tomate (-22,12%), açúcar cristal (-16,63%), farinha de mandioca (-11,39%), leite integral (-10,26%), óleo de soja (-7,87%), feijão carioca (-7,80%), banana (-6,50%), manteiga (-2,35%) e carne bovina de primeira (-0,58%). No acumulado dos últimos 12 meses, o preço de apenas dois produtos aumentou: café em pó (25,61%) e pão francês (3,62%). De dezembro para janeiro, oito produtos tiveram queda, mas tomate, manteiga, feijão e pão subiram.

Segundo o economista Ediran Teixeira, técnico do Dieese no RN, o peso do arroz e do tomate na cesta básica natalense contribuiu para o resultado. “Esses produtos tiveram queda de preço significativa, motivada pela redução de preço do tomate no segundo semestre [de 2025]. Tradicionalmente, o arroz tem queda de preço, pois a sua produção é intensa no final do ano e em janeiro”, explica.

Ele afirma que a queda no preço da carne também repercutiu para a redução observada na pesquisa. Isso porque houve um abate significativo de vacas em junho passado, o que aumentou a disponibilidade de carne bovina no mercado interno.

Quanto ao aumento do preço do café na cesta, Teixeira pontua que o item é uma commodity, ou seja, reage a preços internacionais. Além disso, ele diz que a estocagem de café, cujo grão não é muito perecível, encarece o item. “Mas a tendência é que o preço do café comece a cair durante o primeiro semestre de 2026, já que a produção está muito intensa, a área plantada de café foi aumentada e vem uma safra nova”, afirma.

O valor da cesta em Natal representa 39,74% do salário mínimo (R$ 1.621,00), após o desconto de 7,5% da Previdência Social. Em janeiro de 2026, o trabalhador natalense, remunerado pelo salário mínimo, precisou trabalhar 80h52min para adquirir a cesta básica. Em dezembro de 2025, esse tempo era de 86h32min. Em janeiro de 2025, quando o salário mínimo era de R$ 1.518,00, eram 91h54min, considerando uma jornada de 220h por mês.

NÚMEROS

Cestas mais baratas (jan/2026), em R$
Aracaju (SE): 552,65
Maceió (AL): 592,83
Natal (RN): 595,86
Recife (PE): 600,09
Porto Velho (RO): 601,01

Cestas mais caras (jan/2026)
São Paulo (SP): 854,37
Rio de Janeiro (RJ): 817,60
Cuiabá (MT): 810,82
Florianópolis (SC): 806,33
Porto Alegre (RS): 795,37

Fonte: Conab/Dieese

Com informações de Tribuna do Nortr