Marília Gabriela Nunes de Oliveira – Assistente Social Casa Durval Paiva – CRESS 7705
O câncer é uma das doenças mais desafiadoras, tanto para os pacientes quanto para suas famílias, não apenas pelo impacto físico e médico, mas também, pelos efeitos psicológicos e emocionais que gera. Nesse cenário, o acolhimento social desempenha um papel fundamental, especialmente, quando realizado por meio de grupos de convivência. Esses grupos, ao oferecerem um espaço seguro e solidário, possibilitam que pacientes e acompanhantes compartilhem suas vivências, troquem experiências e, principalmente, sintam-se parte de uma rede de apoio fundamental para enfrentar as dificuldades da doença.
Os grupos de convivência criam um ambiente onde as pessoas podem se abrir sobre seus medos, angústias e desafios, longe do estigma ou da sensação de isolamento, que, muitas vezes, acompanha o diagnóstico de câncer. A troca de experiências, nesse contexto, torna-se uma ferramenta poderosa de fortalecimento emocional. Ao perceberem que não estão sozinhos em sua jornada, os participantes ganham uma sensação de pertencimento e empatia, o que facilita o enfrentamento da doença e contribui para a construção de uma atitude mais resiliente, frente aos desafios do tratamento.
Além disso, o acolhimento social, por meio desses grupos, vai além da simples convivência. Ele também oferece oportunidades de aprendizado coletivo. Muitas vezes, os participantes compartilham dicas sobre como lidar com os efeitos colaterais dos tratamentos, estratégias para manter a saúde mental equilibrada e formas de enfrentar os desafios cotidianos com mais leveza. Esse compartilhamento de saberes, muitas vezes, vindo diretamente de pessoas que estão passando por situações semelhantes, fortalece ainda mais o processo de apoio e empatia, criando um ciclo virtuoso de cuidado.
Num momento em que o câncer traz à tona o sofrimento, a solidão e o medo, os grupos de convivência representam uma estratégia crucial para promover o acolhimento social, proporcionando aos pacientes e seus familiares o suporte emocional e psicológico necessário. A valorização desses espaços dentro dos tratamentos oncológicos é fundamental, pois ela não só cuida da saúde física, mas também, reforça o bem-estar mental e emocional, que são aspectos essenciais para o enfrentamento da doença. Portanto, os grupos de convivência devem ser reconhecidos como uma ferramenta indispensável no processo de recuperação e cuidado integral do paciente oncológico.
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