Salyne Martins é professora de Medicina da UnP/Inspirali e detalha a diferença entre os tipos de doenças, além de apresentar formas de combater os sintomas

O inverno é uma época do ano que traz consigo o aumento no número de doenças nas vias respiratórias. Para a médica otorrinolaringologista Salyne Martins, resfriados comuns, quadros gripais e alérgicos são os mais comuns. A especialista é professora do curso de Medicina da Universidade Potiguar (UnP), cujo curso é parte integrante da Inspirali, melhor ecossistema de educação em saúde do país.

De acordo com a otorrino, essas doenças são causadas por agentes virais transmitidos devido maior contato entre as pessoas, sobretudo nos períodos mais frios. “As mudanças de temperatura podem provocar alterações na mucosa nasal, o que favorece a exacerbação de quadros alérgicos”, explica.

Rinite, sinusite e bronquite também estão entre as doenças mais comuns neste período. Segundo Salyne, na rinite alérgica, geralmente há predomínio de sintomas obstrutivos e irritativos do nariz, como coriza, espirros e coceiras.

“Já nos quadros de rinossinusite, além da obstrução e secreção nasal, pode haver febre, dor de cabeça e diminuição do olfato, geralmente oriundo de quadro infeccioso. Na bronquite, pode haver falta de ar, geralmente não relacionada à obstrução nasal, mas por presença de secreção nas vias aéreas inferiores”, detalha a professora da UnP/Inspirali.

Prevenção
A prevenção deve ser realizada no intuito de evitar o adoecimento e não apenas na diminuição dos sintomas. “A boa alimentação e hidratação, o sono reparador e a prática de exercícios regulares mantêm um sistema imunológico equilibrado. Também é importante manter o ambiente e objetos, como ventiladores e pelúcias, limpos, ou até mesmo evitá-los. O uso de vitaminas e suplementos pode ser necessário em situações especiais, no entanto, só deverão ser utilizados com orientação médica”, ressalta Salyne Martins.

“Nos casos que não houver melhora com tratamentos convencionais, que se estendem além do tempo previsto e os que evoluem com sinais de alarme [febre alta e persistente, falta de ar ou progressão dos sintomas de forma abrupta], é necessária uma avaliação médica”, finaliza a médica.